4 ago. 2025 · luise villa, natália honold

do sold out em BC aos roadshows em NYC: marks, AI e o futuro das boas conversas

como a money week, o olhar de howard marks e as tendências de RI mostram que inovar é, acima de tudo, criar contexto

precisamos começar dizendo: é impressionante ver o que a EQI conseguiu construir com a money week em balneário camboriú. na edição de 2025, foram mais de 4 mil participantes, dois dias de programações, quase 9 mil m2 de evento, e pela primeira vez, todos os ingressos esgotados semanas antes.

um sold out fora do eixo tradicional é sinal claro de que o apetite por conversa boa e conteúdo está (muito) além do circuito rio–são paulo.

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gostei de ver o conteúdo da tivio, mostrando bastidores do primeiro dia: evento começando no escritório da EQI na praia brava, com patrocinadores tendo sua própria sala para conversar com assessores. esse movimento criou um ambiente onde quem está ali se sente recebido de verdade. aproxima, humaniza e leva a proximidade para outro patamar.

faz diferença quando o patrocinador sai do estande “frio” e vai para o cotidiano de quem toca a assessoria de investimentos.

o portal empreendedor resumiu bem: “money week quer falar em português, sem economês, para atrair o investidor comum”. trilhas didáticas, linguagem acessível, para o investidor iniciante se sentir pertencente sem precisar decifrar sigla ou discurso.

para mim, a money week virou um case perfeito de como sair do óbvio: descentralizar o debate, democratizar o conhecimento e criar um ecossistema de inovação longe dos grandes centros.


e por falar em inovação…

tem também um detalhe que quase passa despercebido, mas importante nesse contexto: o patrocínio da EQI ao padel; não é novidade — faz anos que eles investem nisso, apoiando atletas como jp flores e pablo lima.

Quadra de Padel na praia de Balneário Camboriú viraliza e ganha o mundo
tudo começou aqui, no projeto da quadra de padel durante o verão 2024 de SC

no início de 2025, criaram a EQI racket club no principal point de itajaí, na praia brava, nas redondezas da sede da empresa.

"foi feito tudo pensando em vocês, pensando no seu bem-estar, no seu conforto, no seu momento de relax… um verdadeiro SOCIAL CLUB para que também tenhamos um belo lugar para socializar e brindar os bons momentos da vida!”

olhando de fora, pode parecer só uma jogada de marketing, mas é muito mais do que isso. a EQI foi uma das primeiras a apostar no esporte quando quase ninguém do mercado financeiro brasileiro olhava para esse território.

hoje, as quadras viraram uma extensão natural das relações de negócio no sul do brasil – e os encontros boring para falar sobre patrimônio se transformaram em espaços onde networking, sofisticação e comunidade se encontram de forma orgânica.

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mas esse movimento não é local: globalmente, o padel já conquistou status de epicentro social dos UHNW. em nova york, o reserve padel é frequentado por bilionários, gestores de fundos e executivos de tecnologia; na europa, players como gp bullhound e lurra capital investem em clubes e campeonatos exclusivos. consultorias de luxo e marcas premium já mapeiam o padel como “o novo golfe”.

não à toa, o mercado global do padel deve movimentar cerca de US$ 6 bilhões até 2028, com clubes boutique, franquias exclusivas e patrocinadores premium disputando atenção nesse novo ecossistema de influência.

parabéns à EQI por antecipar tendências, sinalizar pertencimento e criar contexto onde o networking é mais valioso do que qualquer keynote.

quando você faz diferente, o mercado responde com entusiasmo e engajamento.


diversificação também é sobre você

na última semana, em um evento exclusivo da gama investimentos — que representa a oaktree no brasil — howard marks trouxe uma ótima provocação para uma segunda-feira:

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“concentramos nossos investimentos no que gostamos, para aproveitar o que achamos que sabemos, mas diversificamos para nos proteger do que não sabemos”.

diversificação, no fundo, não é só sobre dinheiro. é sobre como você escolhe alocar tempo, energia, repertório. esse é um convite para olhar o portfólio da vida com mais consciência: focar no que faz sentido, mas nunca apostar tudo em uma única versão do futuro (ou de si mesmo).


algumas novidades sobre AI no contexto global de investimentos:


o pacto ético de wealth management na era de AI

na gestão de patrimônio, a adoção de AI já é realidade para mais de 60% das gestoras globais, que usam ferramentas como robo-advisors e análise preditiva para personalizar serviços e automatizar processos.

porém, de acordo com uma pesquisa do CFA Institute, 85% dos líderes do setor reconhecem a urgência de normas éticas e padronizadas para AI; 82% afirmam que a ausência dessas diretrizes atrasa sua adoção.

menos da metade das instituições financeiras sequer possui processos formais para auditar, testar e controlar vieses em seus modelos de AI, o que expõe todos a riscos fiduciários.

o wealthmanagement.com trouxe uma discussão interessante sobre isso nos últimos dias. vale a pena ler!

acesse outras notícias pelo fnmk hub


there's no such thing as a free lunch: a conta das APIs chegou

em setembro de 2025, o JPmorgan vai começar a cobrar fintechs pelo uso de suas APIs - os canais que permitem às startups acessar, de forma automática, os dados bancários dos clientes.

até agora, esse serviço era gratuito, e boa parte das fintechs depende dele para oferecer soluções de controle financeiro, investimentos ou crédito. ao mesmo tempo, o CFPB (agência de proteção financeira dos EUA) prepara novas regras de open banking, substituindo as diretrizes da era biden e, muito possivelmente, elevando o custo de compartilhar informações financeiras.

com taxas que podem alcançar 60% a 100% da receita anual de algumas empresas, essas mudanças forçam repasses aos consumidores ou exigem uma reformulação completa dos produtos.

o jpmorgan justifica a cobrança por custos de infraestrutura e segurança;na prática, isso beneficia quem já dispõe de escala e recursos mais robustos, erguendo barreiras para novos entrantes e freando a competitividade no setor.


fnmk guide — onde almoçar durante seu roadshow em nova york (sem parecer uma reunião)

essa curadoria nasceu dentro da fnmk, a partir de uma pesquisa nossa: mapeamos os bairros com maior concentração de empresas do mercado financeiro — especialmente midtown east — e cruzamos com restaurantes que:

✔️ têm sala privativa ou área reservada

✔️ ficam a walking distance dos escritórios financeiros

✔️ têm o perfil certo para o público

essa lista não tem intenção de ser cool mas sim de funcionar para o público alvo.

3 restaurantes não óbvios em manhattan para almoço

📍 midtown east

rosemary’s midtown (3rd avenue com 50th st)

  • por que funciona: localização estratégica (entre Grand Central e sedes como BlackRock, Citi e UBS), ambiente calmo, com sala privativa separada do salão.

  • ótimo para: reunião comercial e catch-up com investidor

  • menu: rigatoni all’arrabbiata, burrata com pão de fermentação natural, pizzas e saladas bem temperadas.

  • capacidade da sala: ~10 a 12 pessoas.

le pavillon (dentro do one vanderbilt, ao lado da grand central)

  • por que funciona: elegante, discreto, sofisticado. espaço reservado no lounge ou bar para grupos menores, com serviço impecável e menu prix-fixe.

  • ótimo para: reunião com diretores, investidores internacionais ou parceiros de alta relevância.

  • menu: ostras “vanderbilt”, pratos sazonais com frutos do mar e vegetais locais, carta de vinhos assinada por Daniel Boulud.

  • capacidade: 10 a 30 pessoas (lounge/bar reservado).

📍 hudson yards

legacy records (com fácil acesso via 7th ave / linha 7)

  • por que funciona: salas privativas com boa acústica, em um dos principais polos de asset management.

  • ótimo para: reuniões com múltiplos times e jantares para relacionamento institucional.

  • menu: cavatelli com cordeiro, peixe na brasa, rigatoni cacio e pepe, crudos e carta de vinhos pensada.

  • capacidade:

  1. drawing room: 12–14 pessoas

  2. test kitchen: até 30 pessoas sentadas

essa e mais curadorias você encontra na fnmk.ai.

fazendo parte do capital hub, você tem acesso a listas como essa para diversas cidades (dentro e fora do brasil), eventos do mercado, fornecedores e ferramentas que realmente funcionam pra quem trabalha com investimentos, marketing e relacionamento com investidores.

é onde a gente organiza o que sabe pra você pensar melhor e buscar menos.

agende sua demo


se tem uma coisa que ficou clara nessa edição, é que inovar de verdade é sair do roteiro — do evento às quadras, das tendências à alocação de tempo. o mercado muda quando as conversas mudam de endereço, de tom e de propósito.

seja em um painel ou em uma mesa de almoço em nyc, o segredo está em criar conexão real. até a próxima.

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