10 set. 2026 · luise villa

broader than allocation

o que UBS, hashdex, hamilton lane e christie's têm a compartilhar sobre a cultura do wealth

a parte mais animadora e frustrante sobre trabalhar com research é que você vai atrás de uma resposta e quase sempre volta com mais perguntas.

como é possível esses 2 sentimentos coexistirem? pois bem, foi desse jeitinho que passamos os últimos meses por aqui.

quando lançamos a primeira not listed magazine, no ano passado, foi porque genuinamente queríamos compartilhar com outros profissionais os nossos insights sobre o mercado de gestão de patrimônio que estava se formando no brasil.

e foi ótimo! nossas respostas começaram a partir do que era possível enxergar naquele momento.

novas casas, novas estruturas, outras geografias, um mercado crescendo rápido e ainda encontrando o próprio lugar ao sol.

mas vocês sabem: quanto mais completo um mapa fica, mais vontade dá de olhar para o que está acontecendo dentro dele. foi aí que as perguntas começaram a ficar realmente interessantes.

UM SPOILER 👀

18 meses depois…

a boa nova não é sobre o private wealth brasileiro ter alcançado ainda mais escala, embora tenha dados impressionantes para nos apresentar.

existe um outro lado que é mais difícil de quantificar. se chegamos em um cenário com profissionais mais qualificados, casas mais estruturadas, clientes mais sofisticados e produtos mais exclusivos…

qual, então, é o desafio que se apresenta?

a gestão do patrimônio de uma família pode envolver

  • fragmentação

  • investimento travado em uma empresa construída ao longo de décadas

  • questões delicadas entre irmãos, pais e filhos

  • capital distribuído em diferentes países

  • participações ilíquidas

  • ativos digitais

  • obras de arte

  • decisões sucessórias

e escolhas que dificilmente seriam descritas como financeiras
(embora produzam consequências financeiras muito concretas)

esse é um terreno fértil o suficiente para acolher uma mente curiosa. POR MESES.
e aí aconteceu a parte mais legal:
algumas respostas não eram exatamente as que eu esperava encontrar.

uma pergunta sobre internacionalização acabou me levando para dentro de cadeias de fundos. cripto de repente me puxou para uma discussão sobre função em portfólios HNW. e uma reflexão sobre consumo de arte me fez entender muito mais sobre sucessão e legado do que sobre obras em si.

em algum momento, ficou claro que o meu interesse era, na verdade, sobre tudo o que fazia parte da cultura do wealth – e talvez algumas das razões pela qual ele existe; ironicamente, são os assuntos que geralmente não são pauta em conversas dentro dos escritórios.


esse percurso me trouxe até o post de hoje

foi importante e talvez até necessário dar uma pausa, mas estava com saudades de compartilhar pensamentos e nerdices por aqui. 🧡

a jornada se mostrou muito mais divertida e desafiadora do que eu poderia imaginar – e me levou para situações, lugares, pessoas e conversas bem interessantes. curiosamente, quase nunca dentro do que se espera em relação a private wealth.

por isso, hoje quero compartilhar com vocês a segunda edição da not listed magazine: a continuação dos insights que surgiram em 2025 — um pouco mais maduros, com dados mais precisos e a participação de profissionais que respeito e admiro.

tem sido uma ótima experiência ampliar o campo de visão sobre o que essa indústria, no fim das contas, existe para administrar.

foram muitos meses de pesquisa, bases de dados, entrevistas, documentos regulatórios, cruzamentos que deram certo e outros que obrigaram a voltar algumas casas. agora, finalmente, a edição está no ar!

é ótimo poder dividir por esse canal um trabalho que nasceu inclusive a partir de provocações e conversas com alguns de vocês.

o conteúdo está aberto para a indústria toda, em português e inglês:

NOT LISTED | BROADER THAN ALLOCATION

aproveitem a leitura!

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