21 nov. 2024 · luise villa

conteúdo para quem tem conteúdo

um case study sobre o influenciador dos maiores nomes do mercado financeiro.

em terra de excesso de informações, quem conta boas histórias é rei.

narrativas bem construídas podem ser tão valiosas quanto uma boa análise de desempenho, pelo menos é o que alguns criadores de conteúdo têm nos mostrado. alguns, inclusive, têm reinventado a forma como as pessoas que não vivem o dia a dia do mercado financeiro consomem informações sobre economia, negócios e tecnologia.

ir além do senso comum e oferecer uma combinação de conhecimento técnico e linguagem acessível, conectando diferentes públicos; fomentar discussões com temas que influenciam desde decisões estratégicas até mudanças sistêmicas; proporcionar insights valiosos para quem busca saber mais sobre o impacto real de decisões em negócios.

estamos falando sobre histórias que criam conexões reais.

essa edição será dedicada ao case study de um dos maiores expoentes do conteúdo digital sobre mercado financeiro e negócios: o curioso mercado.


a história por trás das histórias

três amigos de uma vida toda e um hobby em comum: a curiosidade sobre as histórias do mundo dos negócios.

com uma audiência que ultrapassa 3 milhões de pessoas por mês, 60 milhões de visualizações em reels no instagram e mais de 11 milhões de views no youtube, os gaúchos por trás do curioso mercado estão construindo o veículo onde empreendedores, investidores e profissionais do mercado financeiro encontram um conteúdo único sobre empresas e executivos.

"onde o curioso coloca conteúdo, o público sabe que será foda."

é assim que o trio resume a filosofia de excelência que guia cada projeto.


criado em 2021, o perfil no instagram tem construído seu espaço na internet fazendo o básico (não tão básico) de maneira consistente - e com alguns picos de crescimento em número de seguidores, como em novembro de 2022, quando ganhou 57 mil novos seguidores.

contrariando muitos gurus de marketing, o curioso prefere não seguir fórmulas mágicas de engajamento: posta poucos stories, nunca mostra a equipe por trás das telas, não participa de eventos de networking da faria lima e se importa o mínimo com design atraente para as postagens.

os questionei sobre a estratégia da não-aparição:

“não queremos ser famosos. queremos que o curioso seja.”

compromisso, excelência e foco. da maneira mais simples e acessível.

diferentes tribos, uma só curiosidade

o que vem à sua mente quando falamos em comunidade?

pra mim, esse é um exemplo muito interessante: do feed do instagram para o guarda-roupas de diferentes cidades e regiões brasileiras. particularmente acredito que ter pessoas desejando usar sua marca em uma camiseta para demonstrar quais são seus valores é uma boa métrica de prosperidade - em seu significado mais puro.

“essa lojinha foi criada pra nossa comunidade: pessoas que acreditam que o conhecimento faz a diferença na vida. muito obrigado por apoiar nosso projeto!”

uma das razões para esse sucesso é a sensibilidade do trio curioso ao conectar dados e análises a histórias humanas. tendo como inspiração alguns dos grandes contadores de histórias contemporâneos, como as equipes por trás de acquired e superinteressante, essa abordagem permite criar uma conexão emocional com a audiência, algo difícil de encontrar na dinâmica dopamínica de redes sociais.

não por acaso, ao longo do tempo as curiosas histórias atraíram a atenção de grandes nomes do mercado financeiro brasileiro – dentre os quase 600 mil seguidores, encontramos nomes como guilherme benchimol, ricardo amorim, roberto lee, roberto sallouti e romero rodrigues. também ganhou a confiança de empresários vanguardistas como rony meisler, joão adibe e camila coutinho, além de celebridades como ronaldo, bruno gagliasso e marina ruy barbosa. 

construindo uma avenida de oportunidades

existe uma lacuna em conversas de qualidade sobre negócios no mercado brasileiro: enquanto há abundância de conteúdo extremamente técnico ou sensacionalista, poucos veículos conseguem trazer temas “frios” e complexos de maneira criativa e humana.

no cenário internacional, criadores como os hosts de all-in, the first million e acquired já demonstraram que é possível construir narrativas poderosas sobre negócios e finanças que conectam audiências amplas. no brasil, thiago salomão, fundador do stock pickers e market makers, tem construído esse legado e liderando o ranking de melhores episódios do mercado financeiro desde 2019.

uma pesquisa feita pela harvard business review focada no mercado de influência chinês em 2022 apontou que o ROI em campanhas de marketing de influência tem nome e sobrenome. o número de seguidores pode até importar, mas originalidade e a relação do conteúdo com a marca são essenciais.

enquanto gráficos, lâminas e números impressionam, histórias engajam e constroem uma audiência fiel. essa lição a avenue já aprendeu. há pouco mais de um ano, a marca tem investido em colaborações patrocinadas no perfil do curioso mercado no instagram e escolheu outro caminho brilhante: educar e inspirar em vez de vender.

a quatro mãos, criam conteúdos que descomplicam o entendimento sobre investimentos internacionais. o foco não é promover as novidades da plataforma, mas sim colocar o cliente no centro da história.

conteúdos como esse nos mostram que a premissa de deixar o creator ser criativo (!!!) e conversar com sua própria audiência fazem, mais uma vez, branding e performance trabalharem juntos a favor do ROI.

fazendo essa escolha inteligente, a avenue se posiciona cada vez mais como uma parceira próxima e confiável, que apoia investidores brasileiros a navegarem mercados globais.

e o resultado quali? uma marca que deixou de ser apenas funcional para se tornar aspiracional.

um século de história viva

quando o itaú celebrou seu centenário, a escolha dos editores do curioso mercado foi clara: o conteúdo definitivamente não seria sobre produtos ou resultados financeiros. mais uma vez, ponto pra eles: optaram por uma narrativa sobre a história do sistema econômico brasileiro, contada por meio de vídeos-documentários.

a equipe trouxe à tona marcos históricos e imagens de época, mostrando como a trajetória do banco se conecta à evolução do país. o público reagiu melhor do que o esperado:

  • mais de 900 mil impressões nas publicações do instagram e mais de 720 mil views no reels da mesma plataforma

  • mais de 150 mil views no youtube

  • mais de 5000 likes nas postagens do próprio banco compartilhando os trechos do documentário

o conteúdo informou, engajou e reforçou o papel do itaú como parte da construção econômica do brasil. nenhum formato tradicional de “publi” teria alcançado o mesmo nível de conexão e relevância.

colocar o elemento humano no centro é sempre capaz de criar boas experiências em situações improváveis.

não precisa ser boring para ser sério 

todos os casos que vimos nesse artigo compartilham um ponto em comum: educação como proposta de valor. os creators e marcas não falam só sobre si mesmos; eles ensinam, conectam e criam valor para o público.

o curioso mercado nos mostra que o sucesso em falar sobre mercado financeiro para o público brasileiro não está apenas em capturar dados, mas também em saber apresentá-los. os números de crescimento e engajamento não são uma coincidência: são um reflexo de como a sociedade está mudando - e o impacto não seria diferente para a nossa indústria.

a nova geração de investidores espera mais contexto por parte das instituições - eles querem saber o "porquê" por trás dos números. ainda há muito espaço para evolução pelos escritórios do nosso mercado, e em diferentes frentes, mas uma coisa é certa: quem dominar a arte do storytelling tem grandes vantagens na direção.

o destino final do trio genial de canoas, no rio grande do sul, não é apenas ser reconhecido como uma referência no brasil, mas também estabelecer novos padrões de consumo para conteúdo em negócios e mercado financeiro. ao que tudo indica, eles estão bem no caminho para isso.

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