8 jan. 2025 · luise villa

asset e wealth management: como sobreviver a 2025?

conexão entre insights, eficiência e escalabilidade no novo cenário da indústria

nos últimos meses, me dediquei a analisar diversos reports sobre AI, wealth e asset management, comportamento dos investidores e ESG. quero compartilhar alguns insights que chamaram minha atenção e podem inspirar profissionais do mercado financeiro a identificar oportunidades estratégicas para 2025.

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a indústria de gestão de ativos está vivendo um momento de "duas velocidades". de um lado, segmentos que enfrentam desafios acirrados. de outro, um universo de possibilidades esperando por quem está disposto a inovar e se posicionar estrategicamente.

depois de anos intensos, a indústria norte-americana de gestão de ativos finalmente começa a respirar. mas onde estão as oportunidades? elas vão além das rotas tradicionais e se expandem pelo ecossistema mais amplo de serviços financeiros. aproveitar essas aberturas e garantir a liderança no mercado não é para quem fica na zona de conforto — é para quem tem coragem de agir e inovar.


como transformar esses desafios em oportunidades?

a resposta está em foco e estratégia. as empresas precisam priorizar quatro pilares essenciais que podem ser o diferencial para alcançar o sucesso em 2025.

  • aproveitar a demanda. para liderar, é preciso reposicionar o negócio e focar em áreas impulsionadas por fontes de demanda sustentáveis e de longo prazo. isso pode significar investir em novos recursos (humanos ou tecnológicos) ou, em alguns casos, apostar em M&A e parcerias estratégicas.

  • criar parcerias. ter acesso exclusivo a ativos - seja por propriedade ou por parcerias com plataformas - é uma grande vantagem para atender tanto clientes institucionais quanto varejo. ter distribuidores, jornalistas, influenciadores e provedores de serviços para o mercado por perto ajuda a garantir acesso e reduz o risco de desintermediação. para que isso funcione, gestores precisam fortalecer suas áreas de RI, marketing e parcerias.

  • gerenciar complexidade e custo. a maior complexidade nos modelos operacionais é uma realidade. para evitar a má gestão de budget e melhorar a eficiência, é preciso tomar decisões claras sobre onde priorizar - e também sobre onde não competir. além disso, é essencial investir em estruturas e processos que possam escalar de forma eficiente, seja para um crescimento de duas vezes ou até dez vezes.

  • investir em tecnologia. a tecnologia, especialmente a IA generativa, está transformando o mercado. ela não só melhora a produtividade e a escalabilidade, mas também colabora com o negócio trazendo consistência e insights para equipes de investimento, distribuição e operações. o resultado? decisões mais inteligentes e resultados melhores.

gestores de ativos tradicionais se beneficiam de uma profunda confiança e longa história de relacionamento com os clientes.

até o momento, grandes gestores de ativos alternativos capturaram a maior "fatia de atenção" e fluxos na indústria. nos reports acessados, consultores financeiros destacam as forças do histórico de produtos dessas empresas, a profundidade do conhecimento de seus RIs e os recursos de comunicação (como materiais de marketing e thought leadership) que disponibilizam aos profissionais do mercado.

no entanto, empresas de asset management tradicionais têm algumas vantagens competitivas em que se apoiar. nossa pesquisa mostra que consultores cada vez mais preferem trabalhar com poucos parceiros de gestão de ativos confiáveis para atender a todas as suas necessidades. isso é um benefício para gestores tradicionais, que se beneficiam de uma confiança profunda e longa história de relacionamentos com clientes.

a oportunidade de mercado privado com investidores individuais ainda tem espaço significativo para crescer além dos canais de wealth principais.


tecnologia: uma maratona, não um sprint

até que ponto você acredita que a adoção da tecnologia em nossas vidas pessoais com aplicativos e reconhecimento de voz impulsionará um aumento nas expectativas dos stakeholders por informações no ambiente de trabalho? 50% dos gestores globais acreditam que implicará em grande medida.

  • 36% acreditam que a área financeira dobrará sua atenção em insights de negócios e serviços à medida que as operações forem automatizadas.

  • 73% aumentaram os recursos alocados para tecnologia e big data, e 55% para cibersegurança.

além da IA, gestores estão investindo em inteligência de negócios: machine learning está ganhando espaço, sendo integrado em processos de risco e alocação de ativos. a automação está cada vez mais presente na gestão do relacionamento com investidores, desde campanhas customizadas baseadas no comportamento dos clientes até chatbots que fornecem insights e relatórios em tempo real.

nem tudo, porém, gira em torno da personalização. a escala com eficiência também é uma prioridade estratégica.

soluções como armazenamento de dados em nuvem (90%) e sistemas automatizados de folha de pagamento (81%) já foram amplamente adotadas pelos family offices norte-americanos. no entanto, produtos tecnológicos como software de consolidação de carteiras e relatórios (75%), software contábil personalizável (65%) e relatórios de investimentos automatizados (56%) ainda não são tão amplamente utilizados quanto se esperava.

integrar tudo isso e extrair insights relevantes continua sendo um grande desafio. faltam ferramentas robustas e profissionais capacitados, mas quem já está investindo nisso terá uma vantagem significativa no mercado em pouco tempo.

investir em talentos tecnológicos é tão importante quanto investir na própria tecnologia - e terceirizar para ganhar agilidade pode ser uma estratégia inteligente. outsourcing reduz custos, acelera a inovação e libera as equipes internas para focar nas áreas-chave do negócio.

um outsourcing bem feito não só resolve gargalos, mas complementa a estratégia da organização.


muito mais do que uma buzzword

é oficial: IA, análise preditiva e computação em nuvem não são mais "nice to have". são obrigatórios. segundo a BNY Mellon, quase 70% dos gestores globais já estão usando IA em suas operações.

ela está impulsionando conversas na indústria, com dois terços dos gestores afirmando que IA generativa/machine learning é o tópico mais frequentemente discutido pelos corredores e salas de reunião nos últimos 12 meses, superando investimentos sustentáveis (51%) e investimentos temáticos (35%).

a exposição à tecnologia também aumenta o interesse: 71% das empresas que usam regularmente ferramentas de IA generativa frequentemente discutem tendências e tópicos de IA, em comparação com 45% das empresas que não utilizam essas ferramentas regularmente.

para as empresas que veem a IA generativa como uma oportunidade, os principais benefícios residem em seu potencial para impulsionar a eficiência operacional (58%) e o desempenho de investimentos (45%), o que pode incluir o uso de algoritmos de IA generativa na seleção de ações ou triagem, ou na extração de insights de desempenho de relatórios de empresas e divulgações regulatórias.

metade dos gestores de ativos também destacam o papel da IA generativa em estimular a inovação, que pode estar relacionada ao uso de IA generativa no design de novos produtos, identificação de novos mercados ou criação de formas inovadoras de interação com clientes.

algumas diferenças regionais são evidentes nesse processo de transformação digital: gestores de ativos dos EUA e UK têm maior probabilidade de citar a capacidade de inovação da IA generativa (ambos 60%) em comparação com os da frança (37%) e da alemanha (39%). gestores franceses tendem a apontar melhorias na eficiência operacional (67%) e no desempenho de investimentos (65%) como as principais oportunidades.


proteger os dados nunca foi tão importante

25% dos family offices relatam ter sido expostos a uma violação de cibersegurança ou fraude financeira. ainda assim, 20% não possuem medidas de cibersegurança implementadas.

apesar da crescente importância da tecnologia e dos riscos de ciberataques, apenas uma pequena porcentagem dos family offices globalmente conta com um diretor de tecnologia dedicado. nos EUA, apenas 10% possuem essa posição, e em outros mercados o número cai para 7%.

com a tecnologia evoluindo a passos largos, a maioria dos family offices — exceto os de maior porte — pode preferir terceirizar essa capacidade para se manter atualizada e acessar as melhores práticas da indústria de forma eficiente.


novas prioridades e estruturas em family offices

as três principais áreas em que os family offices dizem precisar de ajuda são:

  • cibersegurança (40%)

  • governança familiar e planejamento sucessório (31%)

  • educação sobre patrimônio familiar (31%)

enquanto os family offices muitas vezes são estruturados para atender necessidades financeiras específicas e mais imediatas, as famílias os enxergam como uma ferramenta de longo prazo.

  • cerca de 70% dos escritórios globais identificam planejamento sucessório e preparação da próxima geração como metas principais.

  • mais de 40% também veem a continuidade do legado empreendedor da família como um objetivo importante.

os family offices também desempenham um papel central no apoio aos objetivos filantrópicos e de legado das famílias. a ideia de "legado" varia de pessoa para pessoa, mas as conversas com clientes geralmente convergem em torno de quatro temas principais:

  • legado financeiro para a família;

  • continuidade do negócio familiar, se aplicável;

  • impacto filantrópico, social e ambiental;

  • posição ou legado dentro da comunidade.

embora esses temas sejam amplamente consistentes globalmente, também encontramos diferenças regionais. por exemplo, nos EUA, family offices têm maior foco em filantropia e investimentos de impacto. já os family offices europeus são menos propensos a priorizar serviços de estilo de vida e concierge.


ESG ainda é tendência?

já se tornou uma realidade para a maioria das casas de investimento, embora ainda exista muito discurso vazio.

mas o que tá virando o jogo? personalização.

investidores querem mais do que produtos genéricos. eles esperam soluções que conversem diretamente com seus objetivos.

por outro lado, com a pressão por métricas ESG mais claras, gestores estão apostando em tecnologia para integrar esses dados e trazer mais transparência.

na ásia-pacífico, por exemplo, mais da metade dos family offices (52%) já estão engajados em investimentos de impacto. e essa participação vai quase dobrar nos próximos cinco anos, passando de 13% para 24% dos portfólios. os temas que dominam? saúde e bem-estar, energia limpa e ação climática.


conteúdo continua sendo rei


a minha alegria da semana foi ler que os times de marketing estão cada vez mais integrados aos processos de lançamento de produtos.

empresas de asset management estão cada vez mais preocupadas em garantir que narrativas ESG, tecnológicas e estratégicas estejam alinhadas desde o início. isso tudo porque grandes gestoras globais entenderam que a experiência do cliente começa dentro da gestora, na forma como ela estrutura suas estratégias e comunicações.

72% dos gestores globais planejam expandir seu conteúdo nos próximos três anos,
com personalização e experiência digital como pilares.

mas ainda encontramos muitos desafios:

  • 57% dos gestores afirmam que suas estratégias de conteúdo são "pouco formais", com processos genéricos e regulares.

  • 29% acreditam que falta de equipe ou capacidade operacional é um grande obstáculo.

  • outros 29% citam orçamento limitado como barreira.

  • apenas 7% dos gestores analisam os resultados de conteúdo mensalmente.

  • a maioria (43%) faz isso uma vez por ano, enquanto 21% revisam com ainda menos frequência.

mesmo assim, o foco está claro: 86% querem usar conteúdo para impulsionar resultados de negócios.

e como eles medem sucesso?

  • 71%: leads gerados e performance do site.

  • 64%: feedback positivo de clientes e equipe de vendas.

  • 43%: performance nas redes sociais.

  • 29%: cobertura na imprensa.

os dados mostram: uma operação de conteúdo eficiente, com processos bem desenhados, métricas claras e personalização, pode ser o diferencial para transformar o resultado desse ano.

2025 já está desenhando um mercado financeiro mais tecnológico,
com processos de operação sustentáveis e centrados no cliente.

os times que conseguirem integrar ESG, inteligência de dados, estratégias digitais e um foco claro no relacionamento com investidores terão as melhores chances de liderar em seus mercados.

agora é a hora de tomar decisões inovadoras, investir em tecnologia, capacitar equipes e construir conexões reais com alocadores e investidores.

se quiser bater um papo sobre tendências ou entender como alinhar essas tendências à sua estratégia, vamos conversar. agende um horário por aqui!

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